Como incorporar esculturas cerâmicas na decoração de interiores?

Quando pensamos em decorar nossos ambientes, queremos algo que conte histórias, transmita emoções e conecte-nos à nossa cultura. As esculturas cerâmicas têm esse poder transformador. 

Elas não apenas embelezam, mas falam de tradição, criatividade e identidade. Vamos explorar como essas peças podem se tornar protagonistas na sua decoração de interiores.

Escolhendo a escultura ideal para o seu espaço

O primeiro passo para incorporar esculturas de cerâmica ao seu ambiente é escolher uma peça que ressoe com o seu estilo pessoal e a atmosfera que deseja criar em sua casa. Pense na paleta de cores já presente, bem como nas texturas e formas dos seus móveis. 

Se o seu espaço é mais minimalista, uma escultura de casal pode ser o ponto focal perfeito, adicionando calor e significado sem sobrecarregar o ambiente. Por outro lado, se o seu espaço já é eclético, uma escultura de cerâmica com formas ousadas e cores vibrantes pode complementar o cenário de forma harmônica.

Transformando ambientes com esculturas cerâmicas

Existem várias maneiras de usar esculturas em cerâmica para transformar seus espaços. No hall de entrada, por exemplo, uma escultura com figuras humanas ou mesmo uma abstração pode estabelecer imediatamente o tom de boas-vindas. 

Na sala de estar, uma peça maior pode atuar como um ponto focal acima da lareira ou em uma mesa de centro. No caso de salas de jantar, opte por esculturas que possam ser posicionadas como centros de mesa, adicionando um toque de sofisticação à experiência gastronômica.

Estilos de esculturas e suas aplicações

Há uma vasta gama de estilos de escultura disponíveis, desde modernas e abstratas até tradicionais e figurativas. 

As esculturas cerâmicas, com suas diversas texturas e acabamentos, oferecem opções versáteis de decoração. Se você busca uma abordagem moderna, as linhas limpas e formas mínimas podem ser exatamente o que você precisa. 

Se o charme rústico é mais a sua cara, opte por esculturas feitas com cerâmica artesanal, que muitas vezes exibem imperfeições intencionais e um acabamento mais natural.

Preservando e valorizando o artesanato brasileiro

Investir em esculturas cerâmicas é também uma forma de valorizar a arte brasileira. O Brasil é um celeiro de talentos, e sua rica herança cultural é refletida nas criações de escultores talentosos que combinam técnicas tradicionais com inovações contemporâneas. 

Ao adquirir e expor essas obras, você colabora para a preservação dessa tradição e apoia os artistas locais.

Um dos pontos altos da coleção de esculturas de cerâmica disponíveis na Paiol é justamente a diversidade de artistas, desde mestres consagrados até novos talentos e criações de povos indígenas. 

As peças são cuidadosamente selecionadas, garantindo que cada uma possua autenticidade e história para contar.

Convidando o artesanato para sua vida

Incorporar elementos artesanais na decoração não é apenas sobre estética; trata-se de criar espaços que refletem quem somos e o que valorizamos. 

Ao incluir esculturas de cerâmica em sua casa, você está criando uma conexão tangível com o rico patrimônio cultural do Brasil. E como cada peça é única, sua casa também se torna um reflexo da individualidade e história pessoal.

Se você está inspirado em adicionar uma peça de arte de cerâmica em sua casa ou deseja explorar mais sobre outras formas de artesanato, não deixe de visitar nosso site. 

A Loja Paiol é referência em artesanato brasileiro. Estamos desde 2007 como referência de artesanato representativo. Descubra um mundo de possibilidades ao seu alcance!

A história das carrancas, obras de arte que misturam crenças e folclore

Escultura típica das embarcações do rio São Francisco se tornou uma das figuras mais emblemáticas da cultura popular brasileira

Por Redação Casa e Jardim

27/11/2024 06h35

Com quase 200 anos de história, as carrancas fazem parte da cultura popular brasileira — Foto: Penellope Bianchi/Divulgação

Figuras típicas do artesanato brasileiro, as carrancas – esculturas com forma humana ou animal – são envoltas em mistérios e crenças. Surgidas na segunda metade do século 19, período marcado pelas grandes navegações ao longo do rio São Francisco, elas foram criadas para ornamentar embarcações que levavam mantimentos e movimentavam os comércios de cidades distantes das capitais.

“Unindo a arte ao misticismo típico do povo brasileiro, estas figuras folclóricas começaram a ser produzidas por artistas para serem colocadas nas proas de barcos que circulavam por toda a extensão do rio”, conta Lucas Lassen, curador da Paiol, marca que atua com mais de 400 artesãos e comunidades artesanais de todo o Brasil.

Mestre Bitinho (à esquerda) e Ana das Carrancas são reconhecidos internacionalmente por conta de suas peças — Foto: Penellope Bianchi/Divulgação

“A ideia era ter uma figura imponente, com uma fisionomia sisuda, pintada com cores fortes, com grandes dentes e cara de ‘poucos amigos’ para afastar não só maus espíritos, mas também possíveis ladrões pelo caminho”, acrescenta ele.

Segundo Lucas, a carranca acabou se tornando uma característica comum nas embarcações da região e, com o tempo, foram transformadas em amuletos contra maus espíritos, ganhando adaptações – sobretudo de tamanho – para se adequar a outros ambientes.

Hoje, quase 200 anos após surgirem, a produção de carrancas continua forte na arte popular, com diferentes representações feitas, na maioria, de madeira talhada.

As obras do artesão João da Conceição têm um formato peculiar talhado em madeira — Foto: Arquivo Pessoal/Divulgação

Como o rio São Francisco começa em Minas Gerais, atravessa toda a Bahia, passa por Pernambuco e deságua na divisão natural entre Sergipe e Alagoas, elas foram ganhando interpretações ao longo deste percurso, que abarca mais de 520 municípios.

De Minas Gerais, algumas das obras que mais se destacam são as da Associação dos Carranqueiros de Pirapora, cidade às margens do rio. Entalhadas em madeira, com grandes dentes e desenhos compostos por linhas e círculos, elas mantêm a cor natural da madeira, sem pintura.

No Vale no Jequitinhonha, tradicional reduto mineiro de ceramistas, o artesão José Maria, da cidade de Caraí, usa o barro para dar vida a peças com formas mais geométricas, mantendo a pintura característica do vale, que utiliza os diferentes tipos de barro para produzir variadas tonalidades de pigmentos.

João Kambiwá (à esquerda) traz uma estética que remete à sua vivência indígena, já o Mestre Jasson mantém seus traços marcantes com formato orgânico e cores mais chamativas — Foto: Penellope Bianchi/Divulgação

Na Bahia, mais especificamente em Jaguarari, um dos destaques fica para os artesãos Eliene da Silva e Fernando Ferreira da Conceição, que também trabalham com a madeira e trazem peças com características bem conhecidas do público, como lábios e olhos vermelhos e cabelos pretos, além de João da Conceição, que produz peças de formatos exóticos.

Reconhecido como o mais antigo criador de carrancas de Petrolina, em Pernambuco, Severino Borges de Oliveira, o Mestre Bitinho, chegou à cidade nos anos 1970, mas é natural de Taipu, no Rio Grande do Norte. Sem qualquer desenho prévio, ele trabalha na madeira umburana usando ferramentas básicas, como formão, facas e serrotes.

Outra grande referência pernambucana é a Mestre Ana das Carrancas – Ana Leopoldina dos Santos – que nasceu em Ouricuri, mas também se destacou em Petrolina, cidade que tem até um centro de arte e cultura com seu nome.

Obra da Associação dos Carranqueiros de Pirapora e, à direita, o artesão João Maria retrata a carranca a partir da cerâmica — Foto: Penellope Bianchi/Divulgação

Em suas criações, ela transportou o personagem para o universo da cerâmica, colocando uma identidade própria, que aparece tanto em peças decorativas, quanto utilitárias. Seu legado é mantido por familiares que continuam produzindo peças com as mesmas características.

Ainda em Pernambuco, os traços indígenas também aparecem nas carrancas de João Kambiwá, da etnia Kambiwá, que também usa madeira em suas obras. Destacando orelhas enormes e os tradicionais dentes à mostra, elas se destacam por contar com pequenos recortes que formam uma espécie de grafismo.

De Pernambuco, o rio começa a descer para Alagoas, atravessando todo o estado. Por lá, mais especificamente em Belo Monte, uma das principais referências de carrancas vem do Mestre Jasson. Dando vida e sentido aos galhos secos encontrados no semiárido alagoano, suas carrancas mantêm o formato orgânico e colorido de suas obras.

Carrancas artísticas: entenda sua origem e significados

Você não precisa ser um colecionador para apreciar a beleza e o simbolismo imbuído nas carrancas artísticas. Estas notáveis obras manuais não são apenas esculturas decorativas, mas também uma janela para a cultura e história do povo brasileiro. Venha comigo enquanto mergulhamos no universo dessas figuras enigmáticas e descobrimos a sua essência.

Carrancas: raízes culturais

As carrancas não emergiram por acaso, elas são o produto de uma tradição que se confunde com a própria história brasileira.  Originalmente utilizadas como figuras protetoras nos barcos que navegavam o Rio São Francisco, as carrancas eram vistas como sentinelas que afastavam maus espíritos e guiavam os marinheiros em segurança. Porém, o tempo transformou o seu significado e o seu uso, tornando-as peças emblemáticas do artesanato brasileiro.

Símbolos indígenas refletidos na madeira

As carrancas indígenas carregam em si uma fusão complexa de crenças e valores dos nossos ancestrais originários. 

Elas eram, e muitas vezes ainda são, expressões artísticas sagradas, que incorporam características antropomórficas ou zoomórficas. Com detalhes que vão muito além do estético, cada traço e cada curva são carregados de histórias e significados.

Artesanato: a transmissão de sabedoria

As carrancas são uma forma palpável de manter vivas as práticas e tradições dos antigos mestres. Através dessas peças, hoje amplamente colecionadas e utilizadas em decoração, preservamos e valorizamos o trabalho manual e as histórias contadas em cada talho na madeira. O processo de criação de uma carranca é meticuloso, cheio de respeito e admiração pela cultura que eles representam.

Variedade em forma e expressão

Ao falar das carrancas, é impossível não mencionar a riqueza em seus formatos e as expressões que elas carregam. Cada peça é única, repleta de personalidade própria e atributos que refletem emoções humanas profundas. Ao escolher uma carranca, você leva para casa não apenas um objeto decorativo, mas uma peça repleta de caráter e força.

Um símbolo de proteção milenar

A função original do protetor ainda pulsa no coração das carrancas. Seja em uma casa, escritório ou qualquer outro espaço, a presença destas obras é simbolicamente ligada à proteção, fortaleza e vigilância – valores que as tornam mais do que meros objetos decorativos.

Exibindo carrancas com orgulho

Exibir uma carranca em sua casa não é apenas uma questão de decoração; é demonstrar apreço pela riqueza cultural e as habilidades artísticas dos povos que formam o Brasil. É uma maneira de honrar a memória de nossos rios, nossas lendas e de conectar-se a uma narrativa coletiva poderosa.

Conectando culturas

Na Loja Paiol, entendemos a ponte que as carrancas estabelecem entre diferentes culturas e tradições. E por isso, desde de 2007, nos consolidamos como referência de artesanato representativo, unindo mestres consagrados, novos artistas e povos indígenas. 

Se você é apaixonado por objetos artesanais brasileiros e deseja ter um pedaço dessa rica tapeçaria cultural, conheça nosso acervo e deixe-se encantar pelas histórias que cada peça tem para contar. Visite a Loja Paiol e descubra um mundo onde arte e tradição se encontram.

Como usar a moringa de barro pela primeira vez?

Ao escolher uma moringa de barro como sua nova aliada para se manter hidratado com estilo e tradição, você não só adquire um recipiente para água, mas leva para casa uma peça carregada de história e cultura brasileira. 

Entender a forma ideal de utilizar a moringa de barro pela primeira vez é essencial para garantir não só a longevidade da peça, mas também para desfrutar plenamente de suas qualidades.

Preparação inicial da sua moringa de barro

Antes de mais nada, é importante preparar a sua moringa para o uso. Comece lavando sua moringa, utilizando uma esponja macia, água e um pouco de detergente neutro. Evite o uso de abrasivos ou escovas metálicas que possam danificar a superfície. Enxágue bem para remover qualquer resíduo de sabão.

Cuidados essenciais antes do primeiro uso

Após a lavagem, é recomendável curar a moringa para melhorar sua capacidade de manter a água fresca e também para garantir que não haja gosto de barro na água. Para isso, mergulhe a moringa em um recipiente com água, de maneira que ela fique totalmente submersa, e deixe repousar por cerca de 12 horas. Após esse processo, encha a moringa com água limpa e ela estará pronta para o uso no cotidiano.

Criando um ambiente rústico e tradicional

Agora que sua moringa de barro está preparada, é hora de integrá-la ao seu espaço. Seja na mesa de cabeceira, na bancada da cozinha ou no seu local de trabalho, ela não só serve como um reservatório de água fresca, mas também como um elemento de decoração que remete ao artesanato brasileiro tradicional. Lembre-se: sempre que servir-se da água, utilize o copo que acompanha a moringa, que também é de barro e conserva a mesma temperatura da água.

A moringa como expressão da arte brasileira

Ao optar por uma moringa de barro feita à mão, você está apoiando o artesanato brasileiro e ajudando a manter viva uma tradição milenar. Muito mais do que um utensílio, cada moringa é uma obra de arte única, que carrega a identidade e os traços da região onde foi produzida, além de ser ecologicamente correta e saudável.

Manutenção e cuidados contínuos

Para que sua moringa de barro com copo permaneça sempre bonita e funcional, vale preencher a cada três dias, evitando deixar a água por tempo prolongado para que não haja acúmulo de limo ou algas. Limpe-a regularmente da mesma forma que foi feito na preparação inicial, e quando não estiver em uso, guarde-a em local fresco e arejado.

Conecte-se com a tradição do artesanato brasileiro

Enriqueça sua casa com uma peça que é parte viva da cultura brasileira. Usar uma moringa de barro pela primeira vez é um ato repleto de significado, um convite para se hidratar com elegância e tradição. E se você se encantou com a beleza e a funcionalidade deste item, convido-o a descobrir mais sobre o universo do artesanato nacional em nossa loja.

Visite a Loja Paiol

A Loja Paiol é referência em artesanato brasileiro, unindo mestres consagrados, novos artistas e povos indígenas em um só lugar. Desde 2007, somos reconhecidos como referência de artesanato representativo do Brasil. 

Venha conhecer nossa seleção cuidadosamente curada de moringas e outros produtos artesanais que irão agregar valor e autenticidade a qualquer ambiente. Visite nosso site para apreciar e adquirir peças que são verdadeiras expressões da cultural brasileira.

Como integrar objetos indígenas na decoração moderna?

A harmonia entre o modernismo e a cultura ancestral pode ser mais do que uma tendência dentro de casa. A incorporação de acessórios indígenas em ambientes contemporâneos é uma celebração da rica tapeçaria da nossa herança cultural e uma demonstração de apreço e respeito pela arte indígena. Vamos explorar como você pode realçar o visual do seu lar com essas preciosidades de enorme valor cultural e estético.

Compreendendo o valor cultural

Antes de mais nada, é primordial que entendamos o significado por trás dos objetos que escolhemos para decorar nossos espaços. O artesanato indígena não é só uma questão de estética, mas carrega consigo histórias, crenças e a sabedoria de povos nativos. É uma maneira de preservar e valorizar culturas que formam a base da identidade brasileira.

A arte de misturar tradição e modernidade

Ao integrar objetos de origem indígena na decoração, buscamos criar um ponto de diálogo entre as linhas limpas do design moderno e a organicidade das peças artesanais. Pequenos detalhes podem fazer a diferença, como a inclusão de um totem indígena em um canto estratégico da sala, criando um elo visual que chama atenção sem sobrecarregar o ambiente.

Texturas e materiais naturais

Aproveitando os materiais naturais como madeira, fibras e barro, que são comumente utilizados no artesanato nativo, adicionamos uma camada de autenticidade e conforto. Esses elementos trazem o calor da terra para dentro de nossos espaços, criando uma sensação acolhedora e única.

Cor e simbologia

Peças indígenas em cores vibrantes também podem oferecer um contraste aprazível quando colocadas contra o minimalismo monocromático presente em muitos designs modernos. Cada cor e símbolo nas artes indígenas tem um propósito e uma história; por isso, é essencial escolher com atenção e consciência.

Equilíbrio visual com respeito às origens

Respeitar a origem de cada obra de arte é fundamental. Assim, ao posicionar um objeto ou um totem indígena na sua casa, não é só uma questão de estética, mas também de empatia pela cultura que o criou. Valorize o artesão e seu trabalho dando-lhe o destaque merecido, mas sempre integrado de forma harmoniosa com o seu entorno.

Uma história em cada peça

Cada vez que optamos por incorporar um acessório indígena no nosso lar, estamos trazendo para dentro de casa não só um objeto decorativo, mas uma história, uma tradição e, o mais importante, uma parte viva da cultura de um povo. Essa é uma forma poderosa de criar diálogos e pontes entre diferentes tempos e estilos.

Único e autêntico

A autenticidade é o verdadeiro luxo dos nossos dias. Ao escolher peças de artesanato indígena, estamos nos conectando com essa busca pelo genuíno. Um objeto feito manualmente por um artesão indígena é uma peça única que traz consigo anos de tradição e habilidade que não podem ser replicados.

Se você está procurando uma maneira de revitalizar o seu espaço com arte que tenha significado e beleza atemporais, convido você a visitar o site da Loja Paiol

Estamos desde 2007 como referência de artesanato representativo. Conheça um mundo de possibilidades para enriquecer a sua decoração de forma respeitosa e refinada. Visite e se encante com as opções que oferecemos para você!

Como a xilogravura conta histórias do Nordeste: de J. Borges aos temas atuais

Em meio ao sertão vibrante e suas histórias multicoloridas, surge um elemento que encapsula a essência, a saga e a poesia do Nordeste: a xilogravura. Esta forma tradicional de arte permite um mergulho autêntico na cultura de uma região robusta e repleta de simbolismos. 

O enigma da xilogravura nordestina

A xilogravura nordestina é mais do que um mero processo de entalhar madeira; é uma linguagem visual que evoca o imaginário popular. Notável por sua capacidade de comunicar com simplicidade e profundidade, ela carrega em suas linhas um pouco da alma nordestina. Esse método secular hoje é reconhecido como uma das mais autênticas expressões da arte brasileira.

Xilogravuras J. Borges: narrativas em madeira

Ao falar de xilogravuras J. Borges, falamos de um nome que se tornou sinônimo da arte em questão. J. Borges é um mestre que com suas mãos habilidosas transcende a prática de gravar na madeira e escreve visualmente sobre a vida, os costumes e as lendas do Nordeste. Suas obras são verdadeiras crônicas, eternizando o folclore e o dia a dia de seu povo.

A técnica por trás do traço

Não é apenas a força do conteúdo que faz da xilogravura uma expressão tão marcante, mas também o domínio técnico evidente em cada peça. As gravações em relevo na madeira, posteriormente entintadas e prensadas sobre o papel, são a culminação de um processo meticuloso. Cada linha tem seu lugar e função na narrativa, e o resultado final não é nada menos que um espelho da riqueza cultural da região.

O sabor das histórias entalhadas

Um dos aspectos mais fascinantes da xilogravura é sua capacidade de contar histórias sem que uma única palavra seja escrita. Os cenários por ela representados transbordam com cenas do cotidiano, festas populares, figuras mitológicas e desafios enfrentados pelo homem nordestino. Essas gravuras falam — e seu idioma é universal, acessível a todos que se deixam levar por suas formas e sombras.

Interconexão cultural

As xilogravuras nordestinas, e em especial as de J. Borges, não são apenas uma janela para os costumes e tradições do Nordeste, mas também um elo de ligação entre pessoas de distintas origens. O poder evocativo desses trabalhos artísticos convida a uma reflexão sobre a diversidade e riqueza do patrimônio cultural brasileiro, além de inspirar novos artistas a continuar essa tradição.

Onde admirar e adquirir xilogravuras autênticas

Se após este passeio visual pelas histórias entalhadas do Nordeste você se sentiu inspirado a trazer um pouco dessa arte para sua vida, tenho uma sugestão. O Paiol é um espaço onde o artesanato brasileiro é celebrado e valorizado. Lá, você descobrirá uma cuidadosa seleção de peças oriundas de mestres consagrados, talentosos novos artistas e povos indígenas — todos unindo suas vozes em uma esplêndida narrativa artística.

O convite está feito: visite o site da Loja Paiol e envolva-se com a arte que tem muito a dizer. Desde 2007, o Paiol se estabelece como referência em artesanato representativo, mostrando ao mundo o que o Brasil tem de único e extraordinário. Testemunhe, por meio da xilogravura nordestina e de outras manifestações artesanais, as inúmeras histórias que este país tem para contar.

A história de São Francisco de Assis e sua influência no artesanato brasileiro

A vida de um dos mais populares santos católicos é relembrada todos os anos em 4 de outubro, data de sua morte, em 1224

Por Redação Casa e Jardim em: A história de São Francisco de Assis e sua influência no artesanato brasileiro | Artesanato | Casa e Jardim (globo.com)

07/10/2024 06h35  Atualizado há um dia

Leonildo, artesão pernambucano, representa um santo festivo, ao passo que a peça de Elizabeth Marques, do MS, segura uma pequena onça, ressaltando o título de padroeiro dos animais — Foto: Penellope Bianchi / Divulgação

No Brasil, país com o maior número de católicos do mundo, São Francisco de Assis é um dos santos mais representados na arte popular. Defensor dos mais vulneráveis e padroeiro dos animais, ele se tornou uma das principais figuras da história da Igreja Católica por abdicar da riqueza para dedicar a vida aos pobres. Sua existência é celebrada todos os anos em 4 de outubro, data de sua morte, em 1224.

“Embora ele seja um santo católico, por aqui foi se transformando em uma figura que transcende a religião, passando a provocar apreço e identificação por conta das representações que dialogam com a brasilidade”, comenta o curador Lucas Lassen, responsável pela Paiol, marca que atua com artesanato e arte popular brasileira e conta com mais de 20 modelos diferentes do santo.

As representações do santo no artesanato mesclam características tradicionais com elementos regionais da cultura popular brasileira. “Mesmo mantendo a típica túnica marrom, com uma corda amarrada à cintura e sandálias simples de couro, alguns artesãos e artistas, a partir de uma mesma referência, imprimem características que remetem ao bom-humor e à afetividade do brasileiro”, diz.

A artesã Alice, de São Paulo, usa técnica com palha, enquanto a mineira Neia traz o santo em um altar adornado com flores — Foto: Penellope Bianchi / Divulgação

São Francisco ganha adaptações a partir de técnicas e materiais distintos em diferentes regiões do país. O santo da artista Elizabeth Marques, do Mato Grosso do Sul, por exemplo, segura uma onça-pintada, animal típico do estado, em referência ao título de padroeiro dos animais.

Já o São Francisco do artesão pernambucano Leonildo carrega uma sanfona com as cores da bandeira do estado. No universo da ceramista alagoana Sil da Capela, ele está sentado debaixo de uma jaqueira, uma das marcas do trabalho da artista.

A história

Nascido entre 1181 e 1182 em Assis, na Itália, Giovanni di Pietro di Bernardoniera vem de uma família rica e influente na região. Filho de pai italiano e mãe francesa, acabou ganhando o apelido de Francesco (o francês), por conta das constantes viagens de negócios do pai a França dedicadas ao comércio de tecidos.

A vida abastada e distante dos problemas da época o fez crescer como um jovem conhecido por esbanjar dinheiro e ser cercado de luxos, ambição e a busca por poder e reconhecimento. Sem muito apreço pelos negócios da família e sem a intenção de seguir os passos do pai, por volta dos 20 anos, decidiu se tornar soldado para lutar em uma guerra interna de Assis contra a região da Perúgia.

Em busca de fama e grande glórias, acabou sendo capturado e preso por cerca de 1 ano, no qual definhou, passou fome, contraiu doenças e começou a refletir sobre a vida que tinha levado até então. Ao retornar a sua casa, tentou voltar à vida regada a festas e luxos, mas seu encantamento foi diminuindo ao poucos.

A arte popular brasileira tem diversas representações diferentes de São Francisco de Assis — Foto: Penellope Bianchi / Divulgação

Segundo diversos biógrafos, foi neste momento que ele começa a ter rompantes de caridade, doando dinheiro, roupas e até tecidos da empresa de seu pai aos pobres da região. Em uma de suas passagens mais conhecidas, ao encontrar um rapaz com lepra, embora sempre tenha tido uma aversão aos doentes, foi tomado por compaixão e acabou o beijando, o que mais tarde também o fez passar a fazer visitas regulares a hospitais e enfermos.

Segundo historiadores, o chamado para a servidão a Deus se deu por volta dos 25 anos, no momento em que ele rezava na Igreja de São Damião, em Assis, quando teria ouvido o crucifixo falar com ele, repetindo três vezes a frase: “Francisco, repara minha casa, pois olhas que está em ruínas”.

Essa experiência o fez vender tudo o que tinha e levar o dinheiro para o padre de São Damião, pedindo ainda permissão para viver com ele. Seu pai foi buscá-lo contrariado e disse que, se ele pretendia seguir com a decisão, deveria abdicar de sua herança. Francisco renunciou, então, à vida abastada e passou a se dedicar exclusivamente à religião, pedindo esmolas para obras de caridade.

O São Francisco de barro da ceramista alagoana Sil da Capela está sentado debaixo de uma jaqueira — Foto: Paiol / Divulgação

Após conseguir a atenção de boa parte da cidade para seus atos de renúncia de bens em prol da caridade, ele decidiu escrever um manuscrito sobre a nova ordem, que viria a se tornar a Ordem Franciscana, com pilares baseados no amor, na humildade, na castidade e na obediência aos ensinamentos religiosos.

Ao longo dos anos de peregrinação, passou a olhar também para a natureza e os animais como parte da obra divina, fazendo-o ficar conhecido por defender, inclusive, a presença de bichos nos cultos religiosos. Hoje, este é um dos motivos por ser consagrado como padroeiro dos animais.

O reconhecimento como santo foi feito pelo papa Gregório IX, em 1126, dois anos após a sua morte, trazendo ainda mais força para o seu legado, que se estendeu ao longo dos anos e fez, inclusive, o atual Papa Francisco escolher o seu nome em homenagem a São Francisco de Assis.

De menino rico a defensor dos pobres: conheça a história de São Francisco de Assis, que se tornou um dos santos mais representados pela cultura popular

De menino rico a defensor dos pobres: conheça a história de São Francisco de Assis, que se tornou um dos santos mais representados pela cultura popular

Celebrado no dia 4 de outubro e reconhecido por sua túnica marrom, sua imagem ganha interpretações que só seriam possíveis no Brasil 

Leonildo, artesão pernambucano, representa um santo festivo, cercado por andorinhas e de sanfona na mão. Já o santo de Elizabeth Marques, do MS, segura uma pequena onça pintada ressaltando seu título de padroeiro dos animais – Fotos Penellope Bianchi

Conhecido como defensor das pessoas em situação de pobreza e padroeiro dos animais, a devoção e dedicação de São Francisco de Assis aos vulneráveis nem sempre foi uma de suas características. Celebrado no dia 4 de outubro, por conta de sua morte em 1224, ele se tornou uma das figuras mais populares e emblemáticas da história da Igreja Católica por conta de seu histórico incomum de abdicação da riqueza para dedicar sua vida aos pobres. 

No Brasil, país com o maior número de católicos do mundo, o flerte entre arte e religiosidade resulta em representações do santo que mesclam suas características tradicionais com elementos regionais da nossa cultura popular.  “Embora ele seja um santo católico, por aqui foi se transformando numa figura que transcende a religião, passando a provocar apreço e identificação por conta das representações que dialogam com a brasilidade. Mesmo mantendo sua típica túnica marrom, com uma corda amarrada à cintura e sandálias simples de couro, alguns artesãos e artistas, a partir de uma mesma referência, imprimem características que remetem ao bom humor e à afetividade do brasileiro”, afirma o curador Lucas Lassen, responsável pela Paiol, marca que atua com artesanato e arte popular brasileira e conta com mais de 20 modelos diferentes do santo. 

Ainda de acordo com Lassen, São Francisco é representado por diversos artistas de diferentes regiões do país e ganha adaptações a partir de técnicas e materiais distintos. “O São Francisco pantaneiro de Elizabeth Marques, do Mato Grosso do Sul, por exemplo, ganha uma das mais importantes características do estado, segurando uma onça pintada, em referência ao título de padroeiro dos animais. Já o São Francisco do pernambucano Leonildo, segura uma sanfona com as cores da bandeira do Pernambuco. No universo da ceramista alagoana Sil da Capela, ele está sentado debaixo de uma jaqueira, uma das marcas do trabalho da artista. O santo feito pela associação que homenageia o cearense Mestre Noza, é entalhado em madeira e já aparece um pouco mais tradicional”, revela Lassen, que ainda ressalta obras das Figureiras de Taubaté, no interior de São Paulo, com um arco florido que aparece em boa parte de suas produções, além da ceramista Néia, de Minas Gerais, entre outros.

A Alice, de São Paulo, usa sua técnica com palha. já a mineira Neia traz o santo em um altar adornado com flores – Fotos Penellope Bianchi

A história

Nascido entre 1181 e 1182 em Assis, na Itália, Giovanni di Pietro di Bernardoniera – seu nome de batismo – vem de uma rica e influente família da região.  Filho de pai italiano e mãe francesa, acabou ganhando o apelido de Francesco (o francês), por conta das constantes viagens de negócios do pai à França dedicadas ao comércio de tecidos. A vida abastada e distante dos problemas da época o fez crescer como um jovem conhecido por esbanjar dinheiro em uma vida cercada de luxos, ambição e a busca por poder e reconhecimento. 

Sem muito apreço pelos negócios da família e sem a intenção de seguir os passos do pai, por volta dos 20 anos de idade ele decidiu se tornar soldado para lutar em uma guerra interna de Assis contra a região da Peruggia. Em busca de fama e grande glórias, ele acabou sendo capturado e preso por cerca de um ano, no qual definhou, passou fome, contraiu doenças e passou a refletir sobre a vida que tinha levado até então. Ao retornar à sua casa, ele até tentou retomar a vida regada a festas e luxos, mas seu encantamento foi diminuindo em pouco tempo. De acordo com diversos biógrafos, é neste momento que ele começa a ter rompantes de caridade, doando dinheiro, roupas e até tecidos da empresa de seu pai aos pobres da região. Em uma de suas passagens mais conhecidas, ao encontrar um rapaz com lepra, embora sempre tenha tido uma aversão aos doentes, acabou tomado por compaixão e acabou beijando-o, o que mais tarde também o fez passar a fazer visitas regulares a hospitais e enfermos. 

O chamado, a Ordem Franciscana e a relação com os animais

Foto – Penellope Bianchi

Segundo historiadores, o chamado para a servidão à Deus se deu por volta dos 25 anos, no momento em que ele rezava na Igreja de São Damião, em Assis. Ele contava que tinha ouvido o crucifixo falar com ele, repetindo três vezes a frase:  “Francisco, repara minha casa, pois olhas que está em ruínas”. A ação o fez vender tudo o que tinha e levar o dinheiro para o padre de São Damião, pedindo ainda permissão para viver com o padre. Sabendo de tudo, seu pai foi buscá-lo contrariado, e lhe disse que se ele pretendia seguir com a decisão, deveria abdicar de sua herança. E assim ele o fez, renunciando à vida abastada e passando a se dedicar exclusivamente à vida religiosa, pedindo esmolas para obras de caridade. 

Depois de conseguir a atenção de boa parte da cidade para seus atos de renúncia de bens em prol da caridade, Francisco decidiu escrever um manuscrito sobre a nova ordem, que viria a se tornar a Ordem Franciscana, com pilares baseados no amor, na humildade, na castidade e na obediência aos ensinamentos religiosos. Ao longo dos anos de peregrinação, ele passou a olhar também para a natureza e os animais como parte da obra divina, o que o fez ficar conhecido por defender, inclusive, a presença de animais nos cultos religiosos. Hoje, este é um dos motivos por ele ser tido como o padroeiro dos animais. O reconhecimento como santo foi feito pelo papa Gregório IX  em 1126, dois anos após a sua morte, trazendo ainda mais força para seu legado, que tem se estendido ao longo dos anos e seguido inclusive pelo atual Papa Francisco, que escolheu seu nome por conta do santo.

No universo da alagoana Sil da Capela, o São Francisco (à esquerda) aparece sentado aos pés de uma Jaqueira. O santo feito pela Associação dos Artesãos de Mestre Noza é feito em madeira e tem imagem mais tradicional – Foto: Paiol(esquerda) e Penellope Bianchi (direita)
Angelo Miguel | Bacuri Comunicação
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Por que as cerâmicas do Vale do Jequitinhonha são únicas?

Ao adentrarmos no universo do artesanato brasileiro, somos imediatamente envolvidos pela rica tapeçaria cultural que é tecida por mãos habilidosas de artesãos nacionais. E quando falamos sobre a cerâmica Vale do Jequitinhonha, estamos nos referindo a mais do que simples objetos decorativos ou utilitários: falamos de uma herança cultural cheia de vida, história e significado. Com uma tradição que atravessa gerações, a cerâmica dessa região mineira carrega em seu barro as marcas de um povo que esculpe suas memórias e sonhos.

Um mergulho na cultura e na história

O Vale do Jequitinhonha é uma área conhecida por sua vocação para a arte em cerâmica há séculos. O trabalho manual dos artesãos locais – sobretudo as mulheres, conhecidas como “noivas do barro” – é responsável pela produção de peças que são verdadeiras expressões de identidade e resistência cultural. 

Ao moldar uma jarra de cerâmica, o artesão não só dá forma a um recipiente para água ou flores, mas também consegue comunicar através da argila a vitalidade e a resiliência do seu povo.

O diferencial da cerâmica cascavel

Uma curiosidade interessante sobre a cerâmica produzida nesta região é a técnica conhecida como “cerâmica cascavel”, assim denominada devido ao som que as peças fazem, assemelhando-se ao chocalho da serpente. 

Esse som é resultado de pequenas pedras colocadas no interior das peças antes da queima no forno. Tal característica evidencia o quanto o artesanato local é permeado por um simbolismo rico e um toque de magia, que separa estas peças de qualquer outra cerâmica feita em outras partes do mundo.

Tradição que se adapta e evolui

A tradição da cerâmica Vale do Jequitinhonha conta com a força de um conhecimento que é passado de geração para geração, mas não fica estagnada no tempo. Há uma constante evolução tanto nas técnicas quanto nos designs, o que torna cada peça ainda mais especial. 

Os artesãos locais têm o desafio constante de se inspirarem em suas raízes culturais ao mesmo tempo que buscam inovações. Isso garante que o acervo de artesanato do Vale do Jequitinhonha seja sempre atual e relevante.

A arte que representa o Brasil

O Brasil é um país de enorme diversidade cultural, e o artesanato é uma das suas expressões mais autênticas. Uma jarra de cerâmica do Vale do Jequitinhonha, por exemplo, não é apenas uma peça de artesanato, é um ícone do Brasil rural, sincero e genuíno. Quando escolhemos apreciar e adquirir estas peças, apoiamos não apenas o artesão individual, mas também contribuímos para a preservação e continuidade de uma cultura viva, que tem muito a contar sobre a nossa nação.

Visite a Loja Paiol

Compreender a singularidade do artesanato do Vale do Jequitinhonha nos permite apreciar ainda mais a beleza e o valor das peças. Se você é um apreciador de objetos artesanais brasileiros e deseja ter em sua casa uma representação tangível da nossa rica tradição cultural, convidamos você a visitar o site da Loja Paiol

A Paiol é referência em artesanato brasileiro, unindo mestres consagrados, novos artistas e povos indígenas. Estamos desde 2007 como referência de artesanato representativo. Encontre peças que comunicam histórias e perpetuam o talento de um Brasil autêntico.

Descubra como cada vaso, escultura ou jarra de cerâmica portam a essência do nosso país e enriqueça seu ambiente com arte que tem alma. Não deixe de aproveitar essa oportunidade de conectar-se com a ancestralidade e a contemporaneidade do artesanato Vale do Jequitinhonha. 

Qual a importância da moringa de barro na cultura brasileira?

Quando falamos em objetos que simbolizam o artesanato brasileiro, a moringa de barro certamente ocupa um lugar de destaque. Este elemento não é apenas um objeto decorativo, ele carrega consigo um legado cultural riquíssimo, sendo uma verdadeira cápsula do tempo que nos transporta a um Brasil de modos rústicos e naturais. Mas o que torna a moringa de barro tão especial assim? Vamos mergulhar nessa tradição e descobrir!

O resgate histórico da moringa

Com uma estética que remete ao Brasil colonial, a moringa de barro com copo não é apenas um recipiente para armazenar água fresca. Ela é um pedaço da nossa memória, um resgate de um tempo onde a simplicidade ditava a funcionalidade. Usada em larga escala, a moringa era a solução encontrada por nossos antepassados para manter a água em temperatura agradável.

O barro como fonte de vida e arte

A moringa de barro é um exemplo primoroso da habilidade dos artesãos brasileiros em transformar uma matéria-prima simples em algo que agrega valor, beleza e utilidade. A argila, moldada e queimada, cria não só uma solução ecológica para armazenamento de líquidos, mas também uma peça de arte que fala muito sobre as mãos que a criaram e a cultura que ela representa.

Funcionalidade além da beleza

Para além de sua identidade cultural, a moringa com copo possui uma funcionalidade admirável. O barro, material poroso, permite que a água mantenha-se fresca, pois sua capacidade de “respirar” induz a evaporação que resfria o líquido no interior. Esse fenômeno, conhecido como resfriamento evaporativo, mostra que a moringa de barro não é apenas encantadora – ela é cientificamente eficiente.

A moringa e as raízes culturais

Não é raro encontrar moringa de barro adornando as casas pelo Brasil, especialmente aquelas que valorizam o retorno às raízes e a decoração com sabor de história. A moringa não é uma peça isolada; ela dialoga com um ambiente que respira brasilidade, remetendo às épocas onde a terra e o fogo eram os principais aliados dos criadores.

Moringa de barro: um ícone sustentável

Em tempos em que a sustentabilidade é cada vez mais essencial, a moringa de barro surge como uma alternativa ecológica poderosa. Optar por uma moringa, em vez de garrafas plásticas, é adotar um conceito ecológico tradicional, além de contribuir para um futuro mais verde e saudável.

Artesanato brasileiro na vida cotidiana

Incorporar a moringa ao seu dia a dia é um lembrete vivo da importância de preservar e valorizar nossas origens e tradições. Cada peça carrega consigo um portal para entender melhor uma cultura, seu povo e seu modo de vida. Ao trazer esse elemento para sua rotina, você está fazendo mais do que uma escolha decorativa; está afirmando uma identidade.

E, você, apreciador das belezas e histórias por trás do artesanato brasileiro, não poderia deixar de conhecer a Loja Paiol. A Paiol é referência em artesanato brasileiro, unindo mestres consagrados, novos artistas e povos indígenas. Com carinho e dedicação, mantemos desde 2007 um catálogo de artesanato que não só representa, mas também celebra a diversidade e riqueza de nosso país. Visite nosso site e encontre a moringa que mais fala ao seu coração e à sua história!