A tecelagem manual de Minas Gerais

O Estado de Minas Gerais é uma riqueza diversa do artesanato, reconhecido nacional e internacionalmente. A abundância de recursos naturais, como ouro e prata, explorados no Ciclo do ouro, no século XVII, fez com que o Estado ganhasse influência artística europeia, principalmente portuguesa e italiana. Isso de deve à alta demanda de construções de igrejas, com ornamentação exageradamente carregada e o uso de ouro, com obras de arte esculpidas por artesãos europeus que ensinavam seus saberes aos artistas locais. 

Essa história da tradição artística mineira permeia todo o artesanato brasileiro e tornou Minas Gerais um polo de atração pela sua variedade de obras, técnicas e matérias-primas. 

Uma das mais difundidas nacionalmente é a tradição da tecelagem manual!

Origem

Essa tecelagem foi introduzida pelos colonizadores portugueses que trouxeram rocas, cardas e outras ferramentas para urdir e tecer os fios. Começaram a tecer fios rústicos de algodão e lã, utilizados pelos povos escravizados. 

A técnica, rudimentar, abrangia a colheita do algodão.

Nessa mesma época, colonos e pessoas menos favorecidas vieram de Portugal com os saberes da tecelagem e encontraram nessa prática uma forma de subsistência no Brasil.

Atualmente

Atualmente, a arte da tecelagem manual se espalhou por todo o Estado de Minas Gerais, sendo mais comum nas regiões Sul, Oeste e no Triângulo Mineiro.

Sisal, taboa, palha de milho, taquara entre outros elementos são materiais usados desde a chegada da tecelagem no país. Mas nos dias de hoje, o algodão e as sobras de malhas são muito utilizados pelos artesãos mineiros. 

Cores vibrantes, padrões geométricos e versatilidade nas composições fazem dos tapetes artesanais mineiros serem sucesso na decoração. Além disso, a indústria têxtil mineira contribui economicamente a comunidades locais e mantém viva a história do Estado que é um dos berços do artesanato brasileiro.

O tear mineiro e a Paiol

A Paiol tem uma relação afetiva muito forte com o tear mineiro. 

Foi com esse tipo de produto que nossa história começou, quase 20 anos atrás. 

Hoje os tapetes, passadeiras e lugares americanos ainda são um dos nossos sucessos de vendas!

Inspiração

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Casa e fotos: Leonardo Ferreira

Loja online Paiol

Visite nossa loja virtual para conhecer mais sobre essas peças que fazem toda a diferença em casa!

Povos Yanomami e Ye’kwana lançam chocolate para combater garimpo na região

A Terra Indígena Yanomami (TIY) é o maior território indígena brasileiro e abriga os povos Yanomami e Ye’kwana. A populações é de 25 mil pessoas e 700 pessoas, respectivamente, distribuídas em 321 aldeias.
Segundo o Instituto Socioambiental (ISA), os Yanomami são considerados o maior povo indígena do planeta a manter seu modo de vida tradicional.
O garimpo é a maior ameaça a essa diversidade há muito tempo, mas atualmente o problema tem se intensificado. Hoje, o território registra a maior invasão garimpeira desde a corrida do ouro nas décadas de 1980 e 1990. Desta forma, o cacau – outro ‘ouro’ da floresta – tem despontado como alternativa econômica para valorizar a floresta em pé e se contrapor à atividade garimpeira, que acaba atraindo parte da população indígena. 

Diante disso, os Yanomami e os Ye’kwana lançaram em dezembro de 2019 o primeiro chocolate com cacau nativo da Terra Indígena Yanomami.

O Chocolate

A primeira safra de cacau colhida na TIY deu origem a um lote de chocolate produzido pelo chocolatier César de Mendes. O produto é único! Traz no sabor o valor inestimável de preservar a floresta, o território e o conhecimento tradicional Yanomami e Ye’kwana.
O cacau desse primeiro lote de chocolate Yanomami é nativo, beneficiado na comunidade Waikás e transformado em mil barras de 50g por Mendes em sua fábrica, no Pará. Em cada barrinha a gente encontra 69% de cacau, 2% de manteiga de cacau e 29% de rapadura orgânica. “Esse é um chocolate com presença na boca. Tem persistência prolongada e agradável, com doce equilibrado”, comenta Mendes.
A previsão é que um total de 1.142 pessoas, de cinco comunidades, sejam beneficiadas pelo projeto do Chocolate Yanomami.
O produto pode ser adquirido pelo site do Chocolates De Mendes.

Bioeconomia

Valorizar as populações tradicionais e o saber da floresta tem um potencial que vem se mostrando cada vez maior para a chamada bioeconomia. Cacau, pimenta, ervas, insetos, mel, cogumelos, ativos para cosméticos e alimentos são uma fração mínima e significativa do que pode nos ensinar e fornecer a floresta.
Para que isso se torne realidade, é preciso preservar a Amazônia e suas populações do garimpo ilegal, do desmatamento, da grilagem e de tantas outras ameaças que se avolumam nesse governo federal. É preciso tratar a floresta com a devida reverência, levando em conta o potencial que ela traz e toda a riqueza cultural e biológica que se perde com a devastação.
Definitivamente, barra de chocolate Yanomami é apenas o começo!

Fotos: Mateus Mendes
Edição: Mônica Nunes
Fonte: Conexão Planeta 
Leia a matéria completa em:  
https://conexaoplaneta.com.br/blog/chocolate-com-terroir-amazonico-cacau-nativo-e-comunidades-tradicionais/

Marcos de Sertânia e a sua genuína expressão da realidade

“A CACHORRA Baleia estava para morrer. Tinha emagrecido, o pelo caíra-lhe em vários pontos, as costelas avultavam num fundo róseo, onde manchas escuras supuravam e sangravam, cobertas de moscas. As chagas da boca e a inchação dos beiços dificultavam-lhe a comida e a bebida.” Graciliano Ramos, Vidas Secas, 1938.

A personagem eternizada por Graciliano Ramos nos traz à tona uma realidade genuinamente brasileira. Não é apenas a história de uma cachorra que precisa ser sacrificada por conta da raiva, mas sim a miséria e o sofrimento de muitos brasileiros do sertão nordestino que precisaram deixar sua terra natal em busca de uma vida melhor. 

É nesta realidade que o artista Marcos Paulo Lau da Costa encontra a inspiração para as suas criações. Conhecido como Marcos de Sertânia, ele é um importante representante da escultura em madeira no Brasil. Nasceu em Sertânia, Pernambuco, em 1974, e vem de uma família tradicionalmente de agricultores e também artesãos, que tinham como principal atividade produzir utensílios domésticos e esculturas de boi. Marcos decidiu evoluir essa tradição, e começou a retratar figuras esqueléticas pela fome provocada pela seca, marcadas por dramaticidade e tristeza. 

FOTO: Daniela Nader

Marcos é da nova geração de mestres artesãos que revolucionaram a arte popular brasileira com seu estilo único e lírico sobre a realidade do nosso povo. As formas exageradamente alongadas das figuras, sendo até desproporcionais, revelam o lirismo existente nesse sofrimento que é tão real e, que nessas peças, parece tangível. O artista já experenciou pessoalmente a falta de recursos para se ter uma vida mais confortável quando era mais jovem, então consegue expressar genuinamente essa realidade em suas peças

Marcos já foi comparado a Cândido Portinari, que eternizou a cultura nordestina em seus quadros repletos de sentimento. Suas esculturas estão em diversas partes do mundo, em galerias e projetos de arquitetos renomados. 

Clique aqui e confira em nossa Loja Virtual as obras disponíveis de Marcos de Sertânia!

Dia de Santos Reis!

Assim como a música de Tim Maia, o Brasil celebra a data do Dia de Reis em grande estilo. Por ser o país mais católico do mundo, suas celebrações costumam passar por essa tradição religiosa. Uma das festividades mais conhecidas em todo o território nacional é, então, a Folia de Reis, que acontece no dia 06 de janeiro.

A origem da Folia de Reis (ou Reisada e Festa de Santos Reis, como também é conhecida),  é portuguesa e espanhola, trazida para o Brasil no século 19. Ela celebra a visita dos três reis magos (Gaspar, Melchior e Baltazar) ao menino Jesus.

Tradicionalmente, a Folia de Reis, em alguns lugares do país, começa a ser realizada do dia 24 de dezembro (véspera do nascimento de Jesus) e vai até o dia 6 de janeiro, quando os Reis Magos chegam a Belém.

Quando a Estrela de Belém apareceu para os três, eles foram ao encontro de Jesus, levando consigo três presentes que possuíam cada um uma simbologia:

Ouro – realeza
Incenso -divindade e fé
Mirra – imortalidade

 

 

No dia 6 de janeiro, é tradição também retirarmos os adornos e objetos natalinos de nossas casas. Em algumas cidades brasileiras, existem as Companhias de Reis, quando pessoas visitam as casas tocando músicas e dançando para celebrar o encontro dos reis magos com Jesus.

A Companhia de Reis é formada por diversas pessoas com funções distintas: mestre ou embaixador chefe da folia responsável por organizar todos os detalhes; contramestre, os três Reis Magos, os palhaços, alfeires (carrega a bandeira do grupo); e foliões.

Normalmente suas vestes são coloridas e festivas e seguem o estilo e cultura de cada região, e adornam inclusive seus instrumentos, que geralmente são a viola, o reco-reco, tambores, acordeão, sanfonas, pandeiros, gaitas, etc. Cada Companhia tem a sua bandeira ou estandarte, com seu brasão de identificação.

Esta celebração é realizada em inúmeras cidades do interior do país, e faz parte do calendário turístico de diversas delas. 

Tikuna – Um povo lutador e que sobrevive à contemporaneidade

Foto: Acervo Museu do Índio, 1930

A etnia Tikuna, localizada na fronteira entre o Peru e o Brasil, mostra a força de um povo que resiste ao tempo e às adversidades. Os Tikuna formam o povo indígena mais numeroso da Amazônia, com aproximadamente 50 mil indivíduos, divididos entre Brasil, Peru e Colômbia.

Os tikunas possuem uma dinâmica muito singular na divisão de tarefas e responsabilidades dentro de uma aldeia. Segundo a Britannica Escola, eles se organizam em dois grupos ou clãs: um com nome de aves e outro com nome de plantas ou animais. As pessoas que pertencem a certo clã não podem se relacionar amorosamente ou casar-se com as do outro grupo.

Foto: Jussara Gruber , 1978

Essa etnia possuem uma língua própria, sendo uma língua tonal, ou seja, uma mesma palavra pode significar coisas diferentes, mudando o tom das suas sílabas.

 As atividades principais dos tikunas são a pesca e o cultivo de espécies nativas como mandioca e cará. Eles ainda realizam diversos rituais para marcar momentos importantes, como a festa da Moça Nova, que é a passagem da infância para a puberdade das meninas da aldeia. Nessa ocasião, os homens usam máscaras cerimoniais feitas com cascas de árvores e pinturas com pigmentos naturais.

Foto: Frei Arsênio Sampalmieri, 1979

Essa população numerosa não foi o suficiente para evitar a exploração de seringueiros e madeireiras das florestas da região ao longo do século XX. A disputa mais conhecida foi o Massacre do Capacete, em 1988, quando 14 tikunas, entre crianças, mulheres e homens, foram cercados e mortos por um funcionário de um fazendeiro. Essa violência, a proliferação de doenças trazidas pelos colonizadores, entre outros elementos, colocaram toda essa população em alto risco, além de destruírem o processo de sustentabilidade de suas atividades e a preservação da sua cultura e identidade.

O que se manteve vivo e forte é o artesanato dessa etnia, que engloba chocalhos, máscaras de animais em madeira e bonecos. Mas o trabalho mais difundido é o de cestaria Tikuna, feita com palha de tucumã seca. As peças, tingidas naturalmente através da extração de corantes de espécies da vegetação nativa do local, são trançadas normalmente pelas mulheres da aldeia. São peças que contam a história de um povo e sua trajetória de luta que atravessa os séculos.

Você conhece a riqueza natural e cultural de Alter do Chão?

A região de Santarém e Alter do Chão tem sido tema de diversas matérias na mídia nos últimos meses, por conta de diversas polêmicas relacionadas a incêndios ilegais e desmatamento da floresta nesta área. Mas o que não podemos deixar de lado é a riqueza natural e cultural dessa região do norte do Brasil.

Alter do Chão é um dos distritos de Santarém, no Pará. Ele fica na margem direita do Rio Tapajós, e é o principal ponto turístico de Santarém, pois abriga uma praia de água doce considerada a mais bonita do mundo, segundo o Jornal inglês The Guardian.

Alter do Chão era habitada majoritariamente por comunidades indígenas da etnia Borari. Ainda é possível encontrar peças ornamentais e utilitárias feitas de barro em algumas áreas, muitas delas em forma de cabeça de urubu, círculos, cachimbos, além de objetos como jarros, fogareiros, entre outros utilitários. Além disso, tem-se mantida a celebração de duas festas anuais tradicionais dessa etnia. O “Festival Borari” que acontece todos os anos no mês de julho, e o “Sairé”, que é realizado em setembro, sendo estas duas das manifestações religiosas mais antigas praticadas na aldeia dos Boraris.

O que se tem muito vivo e presente nessa comunidade é o artesanato feito com a palha de tucumã, planta abundante na região e extraída de forma sustentável pelas pessoas que produzem as peças. Cestos feitos dessa palha tingida naturalmente produzidos por diversas comunidades de Santarém e de Alter do Chão. Essa atividade ancestral se torna fonte de renda de diversas famílias e mantém viva a tradição dos nossos povos originários.

Aqui na Paiol, temos diversos produtos oriundos dessa região tão rica de história e de nossa identidade!

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A releitura do Presépio por artistas Brasileiros

Neste post aqui contamos a história do Presépio, como ele surgiu e se popularizou pelo mundo.

Com a popularização, os presépios foram sendo feitos de diversos tamanhos e materiais a fim de se adequarem nos lugares e estilos de decoração.

Trouxemos aqui alguns modelos moldados pelas mãos de artistas brasileiros importantes na nossa cultura! Todos estão disponíveis em nossa Loja Virtual.

Presépio Do Leonildo de Caruaru – PE

Presépio Mini Cerâmica Micheli – PE

Mini Presépio Laidjane – PE

Presépio Palha De Milho – GO

Presépio Chuva de Pássaros – Figureiras de Taubaté

 As figureiras de Taubaté formam o núcleo de produção artesanal tradicional mais antigo do Brasil, com mais de 100 anos de história.

A própria palavra “figureira” continua não dicionarizada e remete a ideia das artesãs moldarem figuras de presépio, como o boi, o cavalo, a ovelha, etc., em argila. A primeira figureira de Taubaté foi Maria Conceição Frutuoso, que restaurou com o barro do rio Itaim, uma imagem da santa Imaculada Conceição que ficava na Capela de Santa Clara, em 1909.

 

A origem do Presépio

A história é de mais de 2 mil anos atrás, quando Maria, uma mulher virgem e muito religiosa, foi escolhida para ser a mãe do Filho de Deus. Ela estava noiva de José, um marceneiro em Nazaré. A gravidez foi anunciada a José por anjos que lhe visitaram para lhe explicar da missão que ele e a futura esposa teriam. Casaram-se e viajaram à Belém. Ao chegar no destino,  não havia mais lugares para se hospedarem e assim ficaram em uma estribaria. Naquela noite e naquele lugar simples, nasceu o Menino Jesus. Ali receberam a visita de pastores, animais e reis magos.

Essa é a cena representada pelos presépios.

Origem do Presépio

O primeiro presépio foi montado em Greccio (cidade perto de Roma, na Itália) por São Francisco de Assis, no Natal de 1223. Ele queria explicar para as pessoas como foi o nascimento de Jesus Cristo. Sem saber exatamente como ilustrar a história, teve a ideia de pegar argila e montar bonecos de barro.

Depois desse dia, lá pelo século XVIII, montar presépio dentro de casa virou tradição cristã e se popularizou, ganhando o mundo. Inicialmente era montado somente dentro das igrejas, mas com o passar do tempo ganhou as casas de católicos e hoje é possível ver o cenário em lojas, empresas e lugares públicos. 

No Brasil, quem montou o primeiro presépio foi Gaspar de Santo Agostinho, no século 17, em Olinda/PE.

Personagens

Tradicionalmente os personagens representados são: 

Virgem Maria, José, menino Jesus dentro de uma manjedoura, animais como vacas e ovelhas, anjos, estrela de Belém, Pastores e os três Reis Magos.

Os animais e pastores representam o local onde Jesus nasceu, os anjos são responsáveis por anunciar a chegada de Jesus, a Estrela de Belém orientou os Reis Melquior, Baltazar e Gaspar para o local do nascimento.

Confira em nossa loja virtual os Presépios moldados pelas mãos de artistas brasileiros. 

 

Presépio Do Leonildo de Caruaru - PE

Filtros do Vale do Jequitinhonha

O Vale do Jequitinhonha, no norte do estado de Minas Gerais, é um daqueles tantos lugares que existem em nosso país onde os habitantes foram aprendendo ao longo de gerações a transformar a aridez local em riqueza criativa. No caso do Vale, essa transformação está diretamente ligada a um dos pouquíssimos recursos que se tem lá em abundância: o barro.

Trabalhado tradicionalmente por mulheres, o artesanato da região ganhou notoriedade a princípio em torno do fabrico de bonecas de barro, sendo dona Izabel (1924-2014) uma das pioneiras e a bonequeira mais renomada do Vale. Para muitos, essas esculturas de forte expressão e riqueza de detalhes são ainda hoje sinônimo do artesanato dessa região. 

Seguindo os passos de dona Izabel, outras artesãs começaram a trabalhar o barro, partindo no início daquelas mesmas figuras, para, em seguida, produzir também objetos utilitários diversos, como moringas, panelas, talhas e os hoje cada vez mais famosos filtros d’água, os quais acabariam adquirindo a estética decorativa das famosas bonecas.

Graças à relação pessoal do curador da Loja Paiol, Lucas Lassen, com as artistas locais, a confecção de filtros foi ganhando força. Lucas, observando o interesse cada vez maior dos moradores de grandes centros urbanos por produtos que valorizassem costumes mais tradicionais e resgatassem modos de vida mais sustentáveis e saudáveis, divulgou os filtros do Vale e estimulou essa produção. Hoje, peças de artesãs como Zelia, Elizangela, Lilia e Anísia Lima (conhecida no Vale como Anísia dos Filtros) tornaram-se objeto de desejo não apenas por seu caráter decorativo, mas também como fonte de saúde – o barro, além de manter a água constantemente fresca, tem características que auxiliam na sua purificação, eliminando quase totalmente bactérias, detritos e outras impurezas.

Entrevista da Paiol com artesã Anísia Lima.

A notoriedade que os filtros receberam resultou no interesse de designers na criação de parcerias com as artesãs do Vale. Um exemplo disso são os chamados filtros-cactos desenvolvidos mais recentemente por algumas artesãs em parceria com o projeto M.A.O.S. – Movimento de Artesãs e Ofícios, e que podem também ser encontrados nas lojas da Paiol.

Feitos à mão a partir de barros de diversas tonalidades, e com motivos decorativos singulares, cada filtro produzido no Vale é uma peça de design único que traz em si o labor e a criatividade de sua ceramista. Evocando o poder de atração que apenas o artesanato realmente tradicional possui, os trabalhos impressionam imediatamente quem os vê, seduzindo e levando o observador a se encantar por cada peça.

Se você ainda não conhecia esse trabalho e suas artistas, visite nossa loja virtual e encante-se também pelos filtros do Vale do Jequitinhonha.

Site Bons Fluidos

Link da Mídia

Quem anda à toa pela rua Fradique Coutinho, em Pinheiros, São Paulo, pode ser seduzido, de repente, ao passar pelo número 172. Uma festa de cores chama a atenção e conduz para dentro da mais nova loja Paiol (a primeira boutique fi ca na rua Frei Caneca, na região da Bela Vista, também na capital paulista). Ela é brasileiríssima, como mostra logo de cara o extenso e diverso acervo de objetos e artefatos de arte popular, artesanato e design. Por isso, não se repreenda se sentir uma curiosidade incontrolável diante de tanta diversidade: De onde vem isso? Quem faz? Com que material? Quanto custa? O que de mais especial há por aqui? A atenciosa vendedora Talita poderá ir conduzindo você de joia em joia. Que belezura os filtros de água decorados (de R$ 450 a R$ 850) pela artesã Anísia dos Filtros, lá do Vale do Jequitinhonha, no nordeste de Minas Gerais. E os orixás feitos com filtro de café reutilizado (de R$ 75 a R$ 135) vindos de Salvador? Bolsas (de R$ 550 a R$ 650) levam a assinatura de Espedito Seleiro, artista de Nova Olinda, Ceará, cujo pai confeccionava nada menos do que as vestimentas de Lampião, o lendário cangaceiro. De encanto em encanto, chega-se aos santos coloridos (de R$ 140 a R$ 290) do piauiense Ribamar do Santos, aos vasos cerâmicos do Xingu (de R$ 180 a R$ 225), às meigas santinhas (de R$ 198 a R$ 450) da escultora Delly Figueiredo, de Recife, e aos alegres estandartes mineiros de patchwork (R$ 169). “Selecionamos produtos de todas as regiões do Brasil, priorizando a diversidade de técnicas, de materiais e de histórias”, conta o proprietário Lucas Lassen. Ele estava certíssimo quando criou o slogan da Paiol: “O Brasil se encontra aqui”.